terça-feira, 11 de setembro de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A apliacação de termos do dialeto ameríndio na sociedade atual, mas sem levar em consideração a importância desses termos para as sociedades apaches latino americanas ainda não descobertas pela antropologia ou pelo google.

Um dos questionamentos menos importantes na sociedade atual é o sentido preciso e a importância sintática do termo indígena “curumim”. Premissa quiçá sabida pela população tupiniquim remanescente nos meios sociais dos dias de hoje é que “curumin” assim como “uturú-quimoraê” e “quim-quim-tum-tum” não possuem nenhuma relação com a palavra “kankuna”, que naverdade tem origem andina e trás pro contexto da discussão não mais que a possibilidade de generalizar a cultura indígena-apache-kétchua como sendo essencialmente ameríndia e não apenas latino americana. A aplicação dos termos indígenas-apache-kétchua, ou ameríndios, aparecem com sentido reverso ao proposto pelos pajés e lideres tribais dos séculos anteriores ao XV na amazônia, até então não brasileira, e nos desertos andinos e texanos, que até então não eram texanos ou andinos. Para melhor compreender o assunto colocamos aqui algum exemplo da contextualização dos termos ameríndios já citados: “Curumim das dores do parto com panos quentes, atentando para poucos movimentos pélvicos. Urutú-quemoraê trás os panos, os esquenta e aplica em minha pélves. Após isso sempre rola um quim-quim-tum-tum, mas sempre atentantado para que não haja muitos movimentos pélvicos, se não, no final, é melhor que hajam mais panos quentes.”

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Materialismo histórico

Outro dia um cabeludo falou:
Não importa os motivos da guerra, meu emprego ainda é mais importante!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O "Proxímo" em Nossos Pequenos Atos - Introdução

Aldous Huxley, ao refletir sobre um mundo onde se prioriza o bem estar geral, condena a tendência a que todos nós temos de buscar o prazer imediato nas coisas, Carpe Diem. A pergunta: “em que essa ação contribuirá na construção da minha felicidade e na de todos os outros?”, deveria nortear cada uma de nossas escolhas. Desta forma, Huxley correu o risco de ter seu pensamento taxado de “utópico”. Que assim seja! A utopia trás consigo o poder da desbanalização. Idealizar um mundo utópico não é querer pô-lo em prática de uma só vez, nem mesmo esperar que seja viável. No entanto, é refletindo sobre a proposta da utopia e voltando nosso olhar para realidade que encontraremos falhas e possibilidades de melhoria no mundo em que vivemos. O banal se desbanaliza e então passamos a estranhar o comum.
O banal é sempre subjetivo. Geralmente está inserido na rotina, sendo necessário um olhar externo para percebê-lo. É nesse sentido que, tendo nossos defeitos apontados por outros, julgamos não conhecer a nós mesmos ou negamos agir da forma como foi apontado. Apenas numa sociedade completamente alienada, como em “Admirável Mundo Novo” de Huxley, encontramos a banalidade generalizada. Mesmo elementos culturais, se apresentam em consenso apenas para pequenos grupos e, a menos que se considerem esses grupos como sociedades autônomas, o banal continua sendo algo subjetivo. Uma evidência dessa subjetividade é que para se concretizar uma ação é necessário que exista não só o agente, mas também o paciente. A importância disso é que toda ação é refletida, mesmo que indiretamente, sobre alguém. Geralmente não compreendemos a importância de pequenos gestos na manutenção da ordem social, familiar, etc... Isso por não percebermos que elementos inseridos em nossa rotina podem sobrepor-se à rotina de outros, alterando-as.
A rotina, como repetição compulsiva de atividades diárias, desapropria nossas ações de um caráter racional. E exatamente por estar vinculada à sobrevivência e, portanto, adaptada às características próprias de cada indivíduo é que essa irracionalidade acaba se apresentando como egoísmo. Esses são dois princípios básicos na construção da rotina. Sua principal função é selecionar ações para a construção de caminhos rápidos na tentativa de atingir nossos objetivos de forma eficaz. O caráter irracional advém não só da repetição, mas da velocidade com que as ações devem ser realizadas para se atingir os objetivos. O egoísmo, além da sobrevivência, prioriza ações que exijam menos esforço e proporcionem maior prazer imediato. A adequação de nosso metabolismo, relações sociais e da relação que estabelecemos com nós mesmos à rotina acaba tornando-a um “vício”. Dessa forma, apresentamos uma tendência a permanecer na rotina. A rotina possui caráter imutável.
Essas três características: irracionalidade, egoísmo e imutabilidade fazem da rotina uma “fábrica de banalizações”. O termo “fábrica” está associado ao ritmo acelerado que a economia capitalista impõe ao regime de vida do homem contemporâneo. O estímulo à individualidade, a corrida por status social e a produção a qualquer custo restringe a consciência do homem apenas a si mesmo estabelecendo um “perímetro” que o separa do todo. A impossibilidade de refletir sobre a sociedade impede a percepção da influência de suas ações sobre a rotina de outros e acaba por desarmonizá-las. Cria-se um ciclo: 1) cada um prioriza suas próprias necessidades. 2) usam-se as rotinas para atingir esses objetivos. 3) as rotinas se sobrepõem. 4) falhas em ações de uma das rotinas são transferidas para outras rotinas. 5) a rotina é quebrada para que haja correção das falhas. 6) o causador das falhas continua alheio a tudo que não diz respeito às suas necessidades. O ciclo culmina com a quebra da rotina que é desencadeada principalmente por pequenas ações geralmente tidas como insignificantes.
São nas pequenas ações que se concentram as banalidades. A mediocridade de pequenos atos como posicionar objetos em mesas e prateleiras raramente estimulam a reflexão sobre como isso pode influenciar o bem estar de outras pessoas. Se pudéssemos eleger algo que representasse o caráter geral e absoluto do banal, sem dúvida deveríamos procurá-lo em nossas rotinas. Não só pela amplitude desse termo que abarca todos os atos compulsórios de nossas vidas, desde a respiração até a produção de arte e tecnologia, mas pela conexão que cria entre toda a sociedade. Coordenando-a e estabilizando-a através de atividades compensatórias de uns e de outros amenizando falhas e desvios provocados inconscientemente por cada um de nós.